sábado, 12 de abril de 2008

Estrelas do Mar



















Um homem estava caminhando ao pôr do sol em uma praia deserta mexicana.
À medida que caminhava, começou a avistar outro homem a distância.
Ao se aproximar do nativo, notou que ele se inclinava, apanhando algo e atirando na água.
Repetidamente, continuava jogando coisas no mar.

Ao se aproximar ainda mais,
nosso amigo notou que o homem estava apanhando estrelas do mar que haviam sido
levadas para a praia e, uma de cada vez, as estava lançando de volta à água.

Nosso amigo ficou intrigado. Aproximou-se do homem e disse:

_ Boa tarde, amigo.
Estava tentando adivinhar o que você está fazendo.
_ Estou devolvendo estas estrelas do mar ao oceano.
Você sabe, a maré está baixa e todas as estrelas do mar foram trazidas para a praia.
Se eu não as lançar de volta ao mar, elas morrerão por falta de oxigênio.

_ Entendo respondeu o homem, mas deve haver milhares de estrelas do mar nesta praia.
Provavelmente você não será capaz de apanhar todas elas.
É que são muitas, simplesmente.
Você percebe que provavelmente isso está acontecendo em centenas de praias acima
e abaixo desta costa?
Vê que não fará diferença alguma?

O nativo sorriu, curvou-se, apanhou uma outra estrela do mar e,
ao arremessá-la de volta ao mar, replicou:
- Fez diferença para aquela.

Cavalo marinho






































O cavalo marinho é uma espécie de peixe muito curiosa e, no mínimo, exótica. Todos, algum dia, já pararam em frente a um aquário para admirar este peixe. Ele faz um grande sucesso, não só pela sua aparência, mas também pela maneira como nada.

Seu corpo é coberto por placas dérmicas que servem de proteção contra os inimigos. Ele se mantém na posição vertical, utiliza a barbatana dorsal como único meio de propulsão.

Sua capacidade natatória é bastante limitada por isso vive em águas calmas e abrigadas, como estuários, onde existem algas e plantas marinhas. Neste ambiente, o cavalo marinho pode se enrolar mantendo-se imóvel.

Podem ser colocados em pequenos aquários com corais ou objetos que eles possam se prender. Bons companheiros para o cavalo marinho são peixes pequenos e lentos.

O cavalo marinho se alimenta de pequenos moluscos, vermes, crustáceos e plâncton que são sugados através do seu focinho tubular. No aquário ele se alimente de artêmia salina e dáfnias. Alimentos que não se movimentam não serão comidos já que ele não tem costume de ir buscar alimento. Ele come o que estiver passando por ele.

Quanto à sua reprodução, há um aspecto interessante: os ovos são depositados numa bolsa ventral do macho. Após uma parada nupcial, a fêmea deposita os ovos nesta bolsa para então serem incubados, nascendo os juvenis completamente formados, já muito semelhantes aos adultos.

Cavalo marinho


















































































































Espécie de peixe que tolera grandes variações de salinidade, podendo ser normalmente encontrados em grandes quantidades em estuários. Seu corpo é constituído por numerosos ossículos, tornando sua natação lenta. Sua cauda é capaz de enrolar-se em algas, rochas ou outro suporte. Alimenta-se de filhotes de peixes e crustáceos. Atingem pouco mais de 17 cm de comprimento e o macho apresenta uma bolsa marsupial onde são incubados os ovos durante a reprodução até o dia do nascimento de centenas de filhotes.




Marble Starfish


















Normalmente alimenta-se de algas e de detritos.

Estrelas-do-mar vermelhas (Eschinaster sepositus)




















As Estrelas-do-mar vermelhas (Eschinaster sepositus) vivem próximas às rochas, na zona entre marés. É uma espécie tipicamente litorânea, embora possa ser encontrada em profundidade de até 200 metros. Em alguns locais podem alcançar densidades muito elevadas. Podem ser encontradas em todo Mediterrâneo e pode ser encontrada no Atlântico também.

É um animal carnívoro. Alimentam-se de moluscos, crustáceos, vermes tubículas, organismos bentônicos e esponjas. Animais pequenos e ativos, mesmo peixes, ocasionalmente podem ser capturados pelos pés ambulacrários e pedicelárias e levados à boca.

Quando capturam um molusco, os pés ambulacrários forçam a abertura da concha e a estrela literalmente projeta seu estômago para fora do corpo e para dentro da concha, onde inicia a digestão do molusco lançando enzimas. Posteriormente o estômago e o conteúdo são recolhidos.

Devido a sua voracidade as estrelas constituem um sério problema para os aquicultores, pois destroem boa parte de suas criações de moluscos se não forem controladas. Muitas vezes são mortas com água quente ou quando levadas para terra firme, mas, se quebradas, podem regenerar e aumentar ainda mais sua população.

Cientistas descobrem menor estrela-do-mar




























Cientistas do Museu Victoria, na Austrália, divulgaram hoje imagens da menor estrela-do-mar do mundo, que mede menos de 5 mm. A estrela espinha do remo foi encontrada nos oceanos do sul da Austrália.

A espécie parece um delicado floco de neve. Acredita-se que cada um dos remos nos braços da pequena estrela-do-mar ajudem na aderência a algas marinhas ou esponjas do mar, que fornecem um esconderijo natural na costa do Estado de Victoria.

Segundo o curador do Museu Victoria para animais marinhos invertebrados, Tim O'Hara, não se sabe muito sobre a estrela-do-mar, mas há esperança de novas descobertas.

Beleza natural, beleza rara


















Uma estrela do mar da espécie Protoreaster linckii do Bristol Zoo Aquarium, em Bristol, Inglaterra.

As estrelas-do-mar são seres de fantasia: parecem habitantes do céu que vieram dar cor e alegria aos nossos mares e o nome científico que as agrupa numa classe – Asteroidea, reflecte essa condição do nosso imaginário.

E o imaginário humano vai longe: em certos países existe a lenda de que a estrela que os Reis Magos seguiram até ao local onde estava o Menino Jesus, caiu no mar e deu origem a todas as estrelas-do-mar que existem, e entre alguns povos mais antigos, acreditava-se que cada estrela cadente estava na origem de uma estrela-do-mar.

As estrelas-do-mar constituem a classe Asteroidea, que compreende cerca de 1500 espécies reunidas em diversas famílias. São parte dos equinodermes (Phylum Echinodermata), que ainda compreendem outros misteriosos seres do oceano, como os ouriços-do-mar, os pepinos-do-mar ou os lírios-do-mar.


Estrelas do mar