Vindas das águas liláses
Ondinas sereiam à luz da Lua
Do fogo azul de chamas violetas
Pulam salamandras que agradecem as reverências
Ventos das Quatro Torres rodopiam folhas verdosas
Que das árvores frondosas fazem da Mãe Terra
o seu assento
Danço ao som de tambores e trovões
Esperando o Rei nascer no horizonte.
(Desconheço o autor)
Mulher de Peixe... peixe é
Em águas paradas não dá pé
Porque desliza como a enguia
Sempre que entra numa fria.
Na superfície é sinhazinha
E festiva como a sardinha
Mas quando fisga um namorado
Ele está frito, escabechado.
É uma mulher tão envolvente
Que na questão do Paraíso
Há quem suspeite seriamente
Que ela era a mulher e a serpente.
Seu Id: aparentar juízo
Seu Ego: a omissão, o orgulho
Sua pedra astral: a ametista
Seu bem: nunca ser bagulho
Sua cor: o amarelo brilhante
Seu fim: dar sempre na vista.
(Vinícius de Moraes)

O peixinho prateado
no aquário sempre vejo!
Bem me fita, o assanhado,
só querendo me dar beijos.
Sua boca um “oi” miúdo
vai dizendo e isso é bom,
só o peixe, neste mundo,
fala “oi”, sem soltar som.
Maria da Graça Almeida

Dia das Sereias e Seres do Mar

Poseidon - Deus das Águas, do mar, dos rios e das fontes para os gregos - Netuno para os romanos - era filho de Cronos e Reia e um dos doze deuses gregos do Olimpo.
É um dos Deuses supremos que partilhava o comando do universo. Sob seu controle estavam os mares e os oceanos da Terra, locais que habitava e reinava soberano. À sua passagem as águas as águas se abriam alegremente. Esposo de Anfirite. É representado sempre com um tridente, símbolo dos mares.
Normalmente representado como um homem de barba portando um tridente, o qual era usado para bater o mar e para separar pedaços de rocha.
Sua esposa, a ninfa do mar (nereida ou oceanida) Anfitrite, deu à luz diversos filhos seus, incluindo Tritão - metade homem e metade peixe. Além disso, possuía um grande número de outros filhos ilegítimos, incluindo monstros e gigantes, de seus numerosos casos extraconjugais.
Quem haverá de decifrar o que vai na alma de uma pisciana? Nana Pereira
Eu tenho um peixinho no aquário
Colorido e brincalhão
Gira, gira
Que mergulho
Só pra chamar atenção. ( desconheço o autor)

A minha alma chorou tanto,
Que de pranto está vazia
Desde que aqui fiquei,
Sem a sua companhia
Não há pranto sem saudade
Nem amor sem alegria
É por isso que eu reclamo
Essa tua companhia
Como pode um peixe vivo
Viver fora da água fria?
Como poderei viver
Como poderei viver
Sem a tua, sem a tua
Sem a tua companhia?
Sem a tua, sem a tua
Sem a tua companhia?