quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Comida de sereia

O que será que a sereia come
em seu castelo de areia?
Enquanto penteia os cabelos
a panela esquenta na cozinha:
será que a sereia come anêmonas,
ostras, cavalos-marinhos?
Ou delicados peixinhos de olhos
dourados?
Algas marinhas, lulas, sardinhas?
Polvos, mariscos, enguias,
ou será que a sereia come poesia?
Roseana Murray
sábado, 3 de outubro de 2009
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Pérolas

Poemas épicos indianos como o Ramayana e Mahabarata contém interessantes lendas sobre pérolas: "Após a criação do mundo os quatro elementos honraram o Criador, cada um com um presente. O Ar ofereceu-lhe um arco-iris; o Fogo uma estrela cadente; a Terra um precioso rubi e a Água uma pérola". Na Índia acreditava-se que as pérolas nasciam na testa, cérebro e estômago dos elefantes (animais sagrados), também nas nuvens, conchas, peixes, serpentes, bambus e ostras. Sendo propriedade exclusiva dos deuses, as pérolas das nuvens irradiavam boa sorte. As pérolas das serpentes possuíam um halo azul e descendiam de Va’Suki, soberano das serpentes. Os mortais muito raramente viam essas pérolas: somente os de grande mérito gozavam de tal privilégio.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Mar de Setembro
Tudo era claro:
céu, lábios, areias.
O mar estava perto,
fremente de espumas.
Corpos ou ondas:
iam, vinham, iam,
dóceis, leves - só
alma e brancura.
Felizes, cantam;
serenos, dormem;
despertos, amam,
exaltam o silêncio.
Tudo era claro,
jovem, alado.
O mar estava perto
puríssimo, doirado.
Eugénio de Andrade
terça-feira, 15 de setembro de 2009

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
E eu acreditava.
Acreditava porque ao teu lado todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos.
Era no tempo em que o teu corpo era um aquário.
Era no tempo em que os meus olhos eram dois peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
Eugénio de Andrade
O reino de Netuno

Mar azul, imensidão
morada de deusas e deuses,
sereias e tritões, ondinas e serpentes ,
monstros horrendos e encantadoras sereias,
Vejo as marés em movimento, a profundeza das águas
As conchas na areia, dádivas do mar,
Uma concha purpúrea, abre sua boca e bebe o orvalho do céu ,
o raio do sol, da lua e das estrelas
Vejo o mar derramar-se de amores pela areia
Sinto o sopro de um beijo teu em meus cabelos
Abraça-me, como o mar que abraça a areia molhada
Olha dentro da minha alma.........
tu és a concha , eu sou a pérola que proteges.
Ouço o barulho das ondas e espero o meu amado chegar
Morada de Netuno, Nereidas,Ninfas, Náiades,Nana, Nádia...........
Nana Pereira
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