uma sereia procura o seu mar
e o encontra no paraíso
estava lindo e a cantar
num belo som tranquilo
a sereia se delicia com a musica
e no seu som tranquilo começa a entrar
vai mergulhando no oceano
que sempre a vai com delicadeza banhar
a sereia vem ao de cima
e para todos os lados começa a olhar
encontra ao longe um barquinho
e um marinheiro por quem se vai apaixonar
ela nada rumo ao barco
o marinheiro fica a ver
uma sereia tão encantadora
que nem a sua beleza consegue descrever
olham-se nos olhos
trocam um beijar
e dizem um ao outro
para sempre te vou amar
Blue Heaven

Ariel era uma jovem sereia, filha do rei Tritão. Gostava muito de
nadar na superfície do mar, e ficar espiando a maneira de como viviam os
humanos.
Um dia, ela encontrou um navio que afundava, e salvou um de seus
tripulantes. Ela o levou até a praia, e passou a noite cuidando do
príncipe desmaiado.
Pela manhã, quando o príncipe Eric acordou, Ariel já havia ido
embora, e ele só conseguia lembrar da linda voz de sua salvadora.
Os dois se apaixonaram, embora o príncipe não se lembrasse do rosto
de Ariel. Ela decidiu que queria casar com Eric, e foi conversar com seu
pai:
– Minha filha, você é uma sereia, e não pode amar um humano. Os
humanos tem pernas, e nós temos cauda, portanto você não conseguiria
sobreviver fora do mar.
Muito triste, ela foi procurar a Bruxa dos Mares, e pediu que seu
rabo fosse transformado em pernas. A bruxa pediu em troca sua linda voz.
Ariel concordou com a troca. A bruxa ainda disse que ela teria um
mês para conquistar o príncipe, caso contrário, viraria escrava dos
mares.
A Pequena Sereia, tomou uma poção mágica, e depois desmaiou. Quando
acordou estava em uma linda praia, com o Eric ao seu lado.
Eles se tornaram amigos, e o príncipe levou Ariel para morar no seu
castelo. Ele contou a ela que estava apaixonado por uma moça, mas apenas
se lembrava da linda voz que ouvira.
Como Ariel estava muda, não conseguiu falar de seu amor por ele. O
tempo estava passando e a cada dia Eric se encantava mais com a bondade
de Ariel.
A bruxa percebendo isso, resolveu, que estava na hora de interferir.
Ela se transformou em uma linda moça, e foi procurar o príncipe.
Ela carregava a voz de Ariel em um medalhão pendurado no pescoço.
Quando escutou aquela linda voz, Eric achou que havia encontrado a moça
que o salvara.
Encantado com o acontecimento, foi marcado o casamento. Este seria
realizado no navio do príncipe Eric.
No sair do casamento, por acidente, o medalhão caiu no chão e se
quebrou.
Imediatamente a bruxa voltou a sua antiga forma, e Ariel recuperou
sua voz.
O príncipe percebeu que estava sendo enganado, e expulsou a bruxa do
navio. Ele ficou muito feliz porque descobriu que a sua salvadora era
Ariel.
Os dois se casaram, e o pai de Ariel a transformou em humana para
sempre. Ariel e o príncipe Eric foram muito felizes.

Naufragam todos os barcos
Que passam ao largo de ti,
Encantas-lhes os marinheiros,
Ficam sem saber de si.
És sereia enganadora,
Com teus cantos de encantar,
Coitado de quem se afoita,
Nas águas frias do mar,
Onde ficas noite e dia,
Lançando os teus feitiços,
Cantando sem alegria,
Para os corações mortiços.
Já nasceste assim sereia,
Nas dunas à beira-mar,
Nasceste em berço de areia
Com Neptuno a embalar.
Os que pensam estar na rota,
Mais segura deste mundo,
Ao passarem na tua ilhota,
O seu barco vai ao fundo.
Coitados dos navegantes,
Não sabem como escapar,
É poderosa a magia,
Que os leva a naufragar;
Mesmo que avisados,
Por outros que lá passaram,
Querem tentar ser primeiros,
Daqueles que te enganaram.
Já nasceste assim sereia,
Nas dunas à beira-mar,
Nasceste em berço de areia
Com Neptuno a embalar.
Só um deles foi Ulisses,
Mas guarda-lo bem, não o mostras,
Encantou-te o coração
Desfazes os dos outros e gostas.
Só um deles foi capaz
Em noite de distracção,
Ir montado no seu barco
E roubar-te o coração.
Só há um afortunado,
Quem dera que fosse eu,
Fiquei por ti encantado
Mas o teu amor venceu.
Já nasceste assim sereia,
Nas dunas à beira-mar,
Nasceste em berço de areia
Com Neptuno a embalar.
Christian de La Salette
As Ondinas, os elementais da água, funcionam na essência invisível e espiritual chamada éter úmido.
A beleza parece ser uma característica comum dos espíritos da água. Onde quer que as encontremos representadas na arte e na escultura, são sempre cheias de graça e simetria. Controlando o elemento água - que sempre foi um símbolo feminino - é natural que os espíritos da água sejam com mais freqüência simbolizados como fêmeas.
Existem muitos grupos de Ondinas. Algumas habitam cataratas, onde podem ser vistas entre os vapores; outras têm o seu habitat nos pântanos, charcos e brejos, entretanto outras, ainda, vivem em claros lagos de montanha. Em geral quase todas as ondinas se parecem com seres humanos na forma e tamanho, embora aquelas que habitamos rios e fontes tenham proporções menores. Normalmente elas vivem em cavernas de corais ou nos juncais à margem dos rios ou das praias.
As Ondinas servem e amam sua rainha, Necksa. Elas são antes de tudo seres emocionais, amigáveis para com a vida humana e que gostam de servir à humanidade. Às vezes são representadas cavalgando golfinhos marinhos e outros peixes grandes, e parecem ter um amor especial pelas flores e plantas, às quais servem de maneira tão devotada e inteligente quanto os gnomos.
Os antigos poetas diziam que as canções das ondinas eram ouvidas no vento oeste e que sua vidas eram consagradas ao embelezamento da Terra material.Esta Invocação deverá ser feita, com os pés descalços, em direção ao Norte e próximo de água corrente ou com uma vasilha de água fresca e cristalina:
“Eu vos saúdo, Ondinas, Que constituís a representação do elemento Água; Conservai a pureza da minha alma, como o o Elemento mais precioso, da minha vida e do meu organismo. Fazei-me pleno de sua criação fecunda, e dai-me sempre intuição de forma nobre e correta. Mestres da Água, eu vos saúdo fraternalmente. Amém.” Com esta Invocação, pode-se obter amor, intuição, sensibilidade e tudo aquilo que a água pode nos dar.
Os elementais das águas são as ondinas, sereias e ninfas (tritons, naiades).
Ondinas - Vivem nos riachos, nas fontes, no orvalho das folhas sobre as águas e nos musgos. São reconhecidos por terem o poder de retirar das águas a energia suficiente para a sua luminosidade, o que permite ao homem, por muitas vezes, percebê-los em forma de um leve "facho de luz".
Sereias - São elementais conhecidos como metade mulher e metade peixe, delicados e sutis, com o poder de encantar e hipnotizar o homem com seu canto.
Ninfas - São elementais que se assemelham às ondinas, porém um pouco menores e de água doce. Apresentam-se geralmente com tons azulados, e como as ondinas maiores, emitem suas vibrações através de sua luminosidade. A diferença básica entre uma e outra, encontra-se na docilidade e beleza das ninfas, que parecem "voar" levitando sobre as águas em um balé singular.
As Sereias quando incorporam, não costumam falar. Emitem um som que imita um canto, mas é um mantra repetido o tempo todo.
Quem as viu, descreveu-as tal como nos mitos sobre as sereias gregas: metade mulher, metade peixe!
Há na criação dimensões da vida que são, em si, realidades plenas e destinadas a formas de vida específicas. Dimensões que não têm início ou fim, pois são infinitas e totalmente aquáticas.
Espíritos que sempre viveram e evoluíram dentro d’água também receberam de Deus tudo de que precisavam para se adaptar ao meio destinado a eles.
A metade humana indica que são espíritos. A metade peixe indica que se adaptaram ao meio durante suas evolução.
São seres "encantados" da natureza aquática e também estão evoluindo.
Esses espíritos são possuidores de formidáveis poderes que, se colocados em nosso auxilio, muito nos ajudam.
Como o arquétipo já existia em função dos mitos e das lendas sobre elas e das visões desses seres encantados, então não foi surpresa elas se manifestarem quando se canta para Iemanjá.
Existem várias versões para o mito das sereias. A princípio acreditava-se que haviam apenas dois exemplares. Partênope e Lígia. Versões posteriores acrescentam Leucósia como o terceiro elemento. Uma tocava lira, outra cantava e a terceira tocava flauta. Eram jovens de uma beleza sem par e integravam o cortejo da misteriosa Perséfone. Quando Hades, o deus dos infernos raptou Perséfone, as sereias pediram aos deuses asas para que pudessem procurar sua ama em todos os lugares. Há uma versão que Deméter, a mãe de Perséfone, irada com seu rapto, subtraiu as asas das sereias e transformou-as em monstros.
Outra versão conta que Afrodite, enciumada com a beleza de suas concorrentes, transformou-as em sereias ou seja metade mulheres e da cintura para baixo peixes para que nunca pudessem vir a usufruir dos prazeres do corpo.
Como empregadas de Perséfone, agora a rainha dos onfernos, as sereias estavam encarregadas de levar as almas para sua senhora. Ficavam muna ilha do Mediterrâneo aguardando a passagem de barcos com pescadores e marinheiros para depois de enfeitiçá-los com sua beleza e cânticos, as vítimas sucumbissem e, então cumpririam a missão de levar-lhes as almas.
Numa outra versão a sereia se apaixona por um jovem ingênuo. Os dois compartilhavam de mundos completamente diferentes mas para poderem ficar juntos, a sereia depois de analisar todo o sacrifício que deveria fazer propõe ao jovem algumas condições.
Este não poderia perguntar-lhe o verdadeiro nome, não poderia abrir uma caixinha dourada que a mesma guardava em seu armário e nem entrar no quarto dela numa determinada hora. Estas condições só foram respeitadas temporariamente e, transgredindo as solicitações seja por simples curiosidade seja por desrespeito, o encanto quebrou-se e os dois não puderam mais conviver juntos e a sereia partiu para sempre deixando o jovem desolado.
Cada uma das passagens apresentadas tem muitas das características das pessoas que tem a data de nascimento compreendida entre "20 de fevereiro" e "20 de março", ascendente em Peixes ou que tem Netuno como planeta importante no Mapa Natal.

Existe um lado que é fera,
Briga e luta até entrega.
Mas um lado é como anjo,
Notas suaves deste banjo.
Meiga e dócil, sedutora,
Frágil, esperta, amadora.
A mulher que tanto queres,
Vive ao sabor dos mares.
Num cantar de enfeitiçar,
Muitos versos à traçar,
É sereia e mulher,
A verdade que quer!
Nice Aranha