sábado, 29 de janeiro de 2011



























Lá está o barquinho de velas brancas, navegando no mar!
Bem que ele poderia navegar só nas baias e enseadas,
onde não há perigo e o mar é sempre manso.
Mas não! Deixando a solidez da terra firme ,
ele se aventura para sentir o vento forte enfunando as velas e
o salpicar da água salgada que salta da quilha contra as
ondas. "Sem nunca ter um porto onde chegar" , ele
navega pelo puro prazer de entrar no mar.

Rubem Alves
















Muitas velas. Muitos remos.
Âncora é outro falar...
Tempo que navegaremos
não se pode calcular.
Vimos as Pleiâdes.
Vemos agora a Estrela Polar.
Muitas velas. Muitos remos.
Curta vida. Longo mar.

Cecilia Meireles

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010



















Olho-te espantado:
Tu és uma Estrela do mar.
Um mistério estranho.

Mario Quintana

domingo, 7 de novembro de 2010

Água marinha

















Na mitologia, a Água-marinha é um presente de Netuno ás sereias e seres do mar. Dizia-se que as ninfas levavam as águas marinhas nas costas dos cavalos marinhos. Até hoje, a água-marinha é a pedra de proteção dos marinheiros.
É também conhecida por "reacender" o amor em casais ou fazer com que a pessoa que a carrega livre-se de toda maldade existente no mundo.
A água-marinha é considerada também o símbolo da felicidade e juventude eterna.

domingo, 24 de outubro de 2010

Coração de Pescador








 













Mar de tantos segredos
Gera encantos e medos
Sopra magia na alma do pescador
Que vive nas ondas do mar
Que vive dos peixes do mar.

Oceano infinito
Contorna povos une países
Mapeando o mundo, dominando a terra.
Entrelaça a vida dos homens da terra e do mar
Que respeitam e admiram Yemanjá.

No canto das sereias
Nas noites de lua cheia
A maresia que envolve a alma
Dos homens que vivem nas ondas do mar
Dos seres que vivem no fundo do mar.

Salgadas águas de paixão eterna
Encontram ilhas distantes
Desenham nas águas,
Caminhos a luz do luar
Na rede prendem o coração dos homens do mar.

Denise Portes

domingo, 17 de outubro de 2010






















Nem a noite nem o sonho puderam separar-nos.
Dormi contigo, amor, despertei, e tua boca
saída de teu sono me deu o sabor da terra,
de água-marinha, de algas, de tua íntima vida,
e recebi teu beijo molhado pela aurora
como se me chegasse do mar que nos rodeia.

Pablo Neruda

Imitação da água




 












De flanco sobre o lençol,
paisagem já tão marinha,
a uma onda adeitada,
na praia, te parecias

Uma onda que parava
ou melhor: que se continha;
que contivesse um momento
seu rumor de folhas líquidas.

Uma onda que parava
naquela hora precisa
em que a pálpebra da onda
cai sobre a própria pupila.

Uma onda que parava
ao dobrar-se, interrompida,
que imóvel se interrompesse
no alto de sua crista

e se fizesse montanha
(por horizontal e fixa),
mas que ao se fazer montanha
continuasse água ainda.

Uma onda que guardasse
na praia cama, finita,
a natureza sem fim
do mar de que participa,

e em sua imobilidade,
que precária se adivinha,
o dom de se derramar
que as águas faz femininas

mais o clima de águas fundas,
a intimidade sombria
e certo abraçar completo
que dos líquidos copias.

João Cabral de Melo Neto






(...)
E eu,
quero te servir a poesia
numa concha azul do mar...
(...)

Cora Coralina