segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Ondinas


























A beleza parece ser uma característica comum dos espíritos da água. Onde quer que as encontremos representadas na arte e na escultura, são sempre cheias de graça e simetria. Controlando o elemento água - que sempre foi um símbolo feminino - é natural que os espíritos da água sejam com mais freqüência simbolizados como fêmeas.
Existem muitos grupos de Ondinas. Algumas habitam cataratas, onde podem ser vistas entre os vapores; outras têm o seu habitat nos pântanos, charcos e brejos, entretanto outras, ainda, vivem em claros lagos de montanha. Em geral quase todas as ondinas se parecem com seres humanos na forma e tamanho, embora aquelas que habitamos rios e fontes tenham proporções menores. Normalmente elas vivem em cavernas de corais ou nos juncais à margem dos rios ou das praias.
As Ondinas servem e amam sua rainha, Necksa. Elas são antes de tudo seres emocionais, amigáveis para com a vida humana e que gostam de servir à humanidade. Às vezes são representadas cavalgando golfinhos marinhos e outros peixes grandes, e parecem ter um amor especial pelas flores e plantas, às quais servem de maneira devotada e inteligente .

Náiades




















Náiades são ninfas aquáticas com o dom da cura e da profecia e com certos controles sobre a água. Assemelhavam-se às sereias e, com a voz igualmente bela, elas viviam em fontes e nascentes ou até cachoeiras; deixavam beber dessa água, mas não se banhar delas, e puniam os infratores com amnésia, doenças e até com a morte.

As Náiades se dividem em cinco tipos diferentes:

* Crinéias: Náiades que habitam fontes;
* Limneidas (ou Limnátides): Náiades que habitam os lagos;
* Pegéias: Náiades que habitam nascentes;
* Potâmides: Náiades que habitam os rios;
* Eleionomae: Náiades que habitam os pântanos.

Náiades, vós, que os rios habitais




 
















Náiades, vós, que os rios habitais
que os saudosos campos vão regando,
de meus olhos vereis estar manando
outros, que quase aos vossos são iguais.

Dríades, vós, que as setas atirais,
os fugitivos cervos derrubando,
outros olhos vereis que, triunfando,
derrubam corações, que valem mais.

Deixai as aljavas logo, e as águas frias,
e vinde, Ninfas minhas, se quereis
saber como de uns olhos nacem mágoas;

vereis como se passam em vão os dias;
mas não vireis em vão, que cá achareis
nos seus as setas, e nos meus as águas.

Luís Vaz de Camões

sábado, 29 de janeiro de 2011



























Lá está o barquinho de velas brancas, navegando no mar!
Bem que ele poderia navegar só nas baias e enseadas,
onde não há perigo e o mar é sempre manso.
Mas não! Deixando a solidez da terra firme ,
ele se aventura para sentir o vento forte enfunando as velas e
o salpicar da água salgada que salta da quilha contra as
ondas. "Sem nunca ter um porto onde chegar" , ele
navega pelo puro prazer de entrar no mar.

Rubem Alves
















Muitas velas. Muitos remos.
Âncora é outro falar...
Tempo que navegaremos
não se pode calcular.
Vimos as Pleiâdes.
Vemos agora a Estrela Polar.
Muitas velas. Muitos remos.
Curta vida. Longo mar.

Cecilia Meireles

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010



















Olho-te espantado:
Tu és uma Estrela do mar.
Um mistério estranho.

Mario Quintana

domingo, 7 de novembro de 2010

Água marinha

















Na mitologia, a Água-marinha é um presente de Netuno ás sereias e seres do mar. Dizia-se que as ninfas levavam as águas marinhas nas costas dos cavalos marinhos. Até hoje, a água-marinha é a pedra de proteção dos marinheiros.
É também conhecida por "reacender" o amor em casais ou fazer com que a pessoa que a carrega livre-se de toda maldade existente no mundo.
A água-marinha é considerada também o símbolo da felicidade e juventude eterna.

domingo, 24 de outubro de 2010

Coração de Pescador








 













Mar de tantos segredos
Gera encantos e medos
Sopra magia na alma do pescador
Que vive nas ondas do mar
Que vive dos peixes do mar.

Oceano infinito
Contorna povos une países
Mapeando o mundo, dominando a terra.
Entrelaça a vida dos homens da terra e do mar
Que respeitam e admiram Yemanjá.

No canto das sereias
Nas noites de lua cheia
A maresia que envolve a alma
Dos homens que vivem nas ondas do mar
Dos seres que vivem no fundo do mar.

Salgadas águas de paixão eterna
Encontram ilhas distantes
Desenham nas águas,
Caminhos a luz do luar
Na rede prendem o coração dos homens do mar.

Denise Portes