domingo, 20 de fevereiro de 2011

Cavalo marinho





 















O cavalo-marinho possui uma cabeça alongada, muito parecida com a cabeça dos cavalos, inclusive a crina. Sua semelhança com o cavalo deu origem ao nome. O corpo desse pequeno e delicado peixe é coberto por placas em forma de anel. Possuem ainda a barbatana dorsal redonda e minúsculas nadadeiras peitoral e anal. Esse peixe pode medir entre 15 cm e 18 cm.
Assim como os camaleões, os cavalos-marinhos mudam de cor e movimentam seus olhos saltados em diferentes direções, independentes um do outro. O cavalo-marinho é o único peixe que possui a cabeça perpendicular ao corpo

Para nadar, o cavalo-marinho vibra as barbatanas dorsais com velocidade. Nada na posição vertical, e possui uma cauda preênsil com a qual se agarra em plantas marinhas no momento em que se alimentam.

Em todas as fases de sua vida, possui hábitos alimentares carnívoros, alimentando-se de pequenos crustáceos, moluscos e vermes, que são sugados por seu focinho tubular. Só comem alimentos que se movimentam.
A reprodução desse peixe é fora do comum, pois é o macho da espécie que gera os filhotes. A fêmea, no momento da cópula, transfere os ovos de sua bolsa incubadora para dentro da bolsa incubadora do macho. A fecundação é interna, pois ocorre dentro da bolsa incubadora do macho, no momento que ele libera o esperma. Essa bolsa fica na região ventral da cauda. A gestação dura dois meses, geralmente na primavera. No momento do nascimento, os ovos eclodem dentro da bolsa incubadora. O macho se contorce violentamente para expelir os filhotes, em média 500 por gestação.

Os filhotes nascem com menos de 1 cm, transparentes. Apesar de sua fragilidade, já se tornam completamente independentes dos pais ao nascer. A primeira coisa que fazem é subir a superfície para encher as bexigas natatórias de ar, para que tenham equilíbrio ao nadar.


















É peixe quando pula e descortina
a clara possibilidade de mudar de opinião
é peixe quando sem ligar a seta muda o rumo
inverte a coisa, embola o pensamento e então ...
é peixe quando o germe da loucura
se transforma em claridade e anda pela contramão
é peixe quando anda no oceano de quarenta correntezas
sem nenhuma embarcação
é peixe quando salta o precipício da responsabilidade
e tem uma queda pra ilusão
é peixe quando anda contra o vento, desafia o sofrimento
e carrega o mundo com a mão
é peixe quando a luz do misticismo
se transforma na procura do princípio e da razão
é peixe quando anda no oceano de quarenta correntezas
sem nenhuma embarcação .

Oswaldo Montenegro

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

















Pois há menos peixinhos a nadar no mar
do que os beijinhos que darei na sua boca...

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A sereiazinha












A verdadeira estória da sereiazinha é diferente da contada pela Disney. A estória que Hans Christian Andersen criou é a estória de uma sereia que sonhava em ter pernas. Suas irmãs a alertavam que isso lhes seria fatal, pois estaria terminantemente proibida de falar. Caso falasse,ela e todas as outras virariam espuma do mar.

Passou-se o tempo e ocorreu um naufrágio. O príncipe por quem a sereiazinha suspirava, se afogava em suas águas e ela, lutando contra o mar tempestuoso, o salvou. Colocou-o na praia e voltou para o mar. Pediu então ela, ao deus Netuno, que lhe concedesse o desejo de se tornar uma mulher , garantindo-lhe o silêncio eterno em troca. E o desejo lhe foi concedido.

O príncipe sem nada saber conheceu-a num passeio pela praia. E, por ela ser tão bela e silenciosa, isso lhe agradou e ele a levou para o castelo.

Passaram-se alguns meses e os preparativos do casamento do príncipe se iniciaram. A sereiazinha estava extremamente feliz em sua companhia, quando ele lhe conta que irá se casar com a princesa do reino ao lado, sem mesmo amá-la mas, pelo fato dela ter lhe salvo a vida num naufrágio. A sereiazinha desesperou-se e queria lhe dizer que tinha sido ela a sua salvadora e como ele não a compreeu, ela lhe gritou a verdade. Neste instante, ela e todas as sereias do mar se transformaram em espuma do mar.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O canto da Sereia





















Praia de vento sossegado
Com ondas que dormem na areia,
Pescador sonha com a sereia
Tendo o corpo repousado


Na proa da barca acanhada.
Ela, na água, a cauda meneia,
Num chamado e ele a nomeia:
- Mulher – sempre desejada.


Numa dança que é um mergulho,
Entoa nostálgico canto feiticeiro
Que será o som derradeiro,
Um suave doce marulho


Que ouvirá o pescador
Antes de se lançar ao mar
Perdido de tanto amar
A visão que traz a dor.


Desperta assustado a lembrar
O incrível sonho momentâneo,
Virou o remo instantâneo
Partindo para encontrar


O amor real que em terra deixou
Quando pela madrugada partiu
Com terno beijo se despediu
Da morena que à espera ficou.

Maria Hilda de J. Alão

O Canto da Sereia Azul




 












Sentado à beira mar, do alto do mais belo penhasco que há na Terra,
Enquanto vivo lembranças de eras distantes que não voltarão jamais,
Ouço o canto da sereia trazido pela onda azul do mar.
Sob o encantamento inevitável, ébrio do canto
Deslizo docemente sobre as camadas de ar
E lenta, magicamente pouso sereno na areia quente.
Desço o penhasco portanto; troco-o pela areia do mar.
Com o rosto ferido pela areia cruel,
Ainda sofrendo as lembranças daquela que se foi para sempre,
Meu ser frágil e cansado repentinamente mergulha
Numa onda doce, pura, de felicidade infinita.
E voando, vai pra longe a saudade que sinto dela.
O canto da sereia azul arranca de mim a última gota de sofrimento,
Das lembranças daquela que vive hoje entre as hostes celestiais.
Mas vejam! O que é esse brilho intenso que emana do tridente do pai?
Que luz é essa que fere tão profundamente os céus azuis?
É um relâmpago que corta o céu e interrompe o canto da sereia azul.
Cessa o canto, evapora-se o bem virtual e vem a dor real.
Meu mundo de sofrimento reconstrói-se.
Minha alma volta e chora de saudades daquela que não virá jamais.
Marinheiros de todas as eras: cuidai-vos.
O sofrimento extinto pelo canto da sereia,
Abre o vazio para o sofrimento maior que virá depois.
Pobre de nós e de todos aqueles que fincam suas estacas
Nos sons vazios da sereia azul da cor do mar!

Paulo Bedaque

O canto da sereia


















A imagem estereotipada das sereias é que têm uma doce e melodiosa voz em que concentram todo o seu poder. Com seu canto podem enfeitiçar e fazer enlouquecer os homens, os pássaros, os peixes, o vento e a água. Como os outros elementais da natureza, se comunicam com todos os seres vivos e são capazes de controlar as forças naturais em seu benefício, dentro de certos limites. Seu poder está associado a lenda negra que conta que elas alcançam seu grau máximo nas noites de lua cheia, quando sobem à superfície e com seus cantos chamam as nevoas, refugiando-se nelas para esperarem os barcos que passam próximos de seus refúgios. Outras vezes, seus cantos são destinados aos ouvidos dos marinheiros que caem enfeitiçados e acabam loucos ou mortos.

Oração das Ondinas





















"Rei terrível do mar, vós que tendes as chaves das cataratas do céu e que encerais as águas subterrâneas nas cavernas da terra; rei do
dilúvio e das chuvas da primavera, a vós que abris as nascentes dos rios e das fontes, a vós que ordenais à umidade, que é como o sangue
da terra, de tornar-se seiva das plantas, nós vos adoramos e vos invocamos. A nós, vossas móveis e variáveis criaturas, falai-nos nas
grandes comoções do mar e tremeremos diante de vós; falai-nos também no murmúrio das límpidas águas, e desejaremos o vosso amor. Ó
imensidade na qual vão perder-se todos os rios do ser, que sempre renascem em vós! Ó oceano das perfeições infinitas! Altura que vos
mirais na profundidade; profundidade que exalais na altura, levai-nos à verdadeira vida pela inteligência e pelo amor! Levai-nos à
imortalidade pelo sacrifício, a fim de que sejamos considerados dignos de vos oferecer, um dia, a água, o sangue e as lágrimas, para
remissão dos erros. Amém."