segunda-feira, 2 de julho de 2012



Todo abismo é navegável a barquinhos de papel.


Guimarães Rosa


"Mãe, o que é que é o mar, Mãe?" Mar era longe, muito longe dali, espécie duma lagoa enorme, um mundo d´água sem fim, Mãe mesma nunca tinha avistado o mar, suspirava. "Pois, Mãe, então mar é o que a gente tem saudade?"


Guimarães Rosa


Miro um cavalo do mar
galopo em ternuras assim:
meu amor, te estendo meu leito,
descansa tua curvatura em mim.

Fernando Campanella

sábado, 30 de junho de 2012



Uma pérola esquecida na praia, ainda que não seja notada, nem apanhada ou devidamente reconhecida, nunca perde o seu valor.
Augusto Branco

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Dia do pescador - 29 de junho



Pescador é bom para contar histórias, mas um bom pescador é principalmente aquele que conhece os segredos do mar, sabe observar as fases da lua e tem um cuidado todo especial com a natureza, porque sabe que a sobrevivência e procriação dos peixes dependem do equilíbrio ambiental.


Ele conhece de todos os truques para uma boa pescaria: conhece a época de reprodução das espécies de peixes de sua região (e respeita conforme a lei!), sabe escolher a isca e o anzol certo e também conhecem o local mais adequado para pescaria.

O trabalho do pescador é sempre um desafio e o dia 29 de junho foi escolhido como o Dia do Pescador por ser o dia de São Pedro, o apóstolo que era pescador, e por isso muitos pescadores tem esse santo como protetor.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Mar



De todos os cantos do mundo  
Amo com um amor mais forte e mais profundo 
Aquela praia extasiada e nua, 
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua. 
Cheiro a terra as árvores e o vento 
Que a primavera enche de perfumes 
Mas neles só quero e só procuro 
A selvagem exalação das ondas 
Subindo para os astros como um grito puro.



Sophia de Mello Breyner Andresen

terça-feira, 26 de junho de 2012

A canção das conchas



Guardo em conchas arroubos do coração
Conchas que trazem os segredos do mar
  Embalados em suave canção
  Guardo  desejos e suspiros em conchas
Penduradas ao meu pescoço
Para que não se desvencilhem de mim
Tantos ais e lamentos fazem alvoroço
Cá dentro onde me vejo assim
  Sonho, ilusão
  Saudade, coração



Os cuidados com essa vida
Se embebedam nas águas fundas em mim
Se enroscam em rede  de mistério sem fim
Talvez um lampejo de transparência
Um toque suave de inocência



Recolho pedaços de mim
Nas conchas calcificadas
O espelho reflete
Uma imagem quebrada
Ilusões petrificadas 
Quero encaramujar
Me atirar ao mar
Não posso
Prossegue a jornada



   Úrsula A. Vairo Maia ( Úrsula Avner )    


na praia a sereia
anseia que a onda
a salve da areia
Eugénia Tabosa