quarta-feira, 11 de julho de 2012





Você não pode mudar o vento, mas pode ajustar as velas do barco para chegar onde quer.
Confúcio

Sobre conchas do mar



Todos os dias, sob os varais, ela estendia notas musicais, até que acordaram mar, abraçadas pelo vento,no dia 11 de março.

Juliana

sábado, 7 de julho de 2012

Mar



De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.



Sophia de Mello Breyner Andresen


Mar!

Tinhas um nome que ninguém temia:
Era um campo macio de lavrar 
Ou qualquer sugestão que apetecia...
Mar!
Tinhas um choro de quem sofre tanto
Que não pode calar-se, nem gritar,
Nem aumentar nem sufocar o pranto...
Mar!
Fomos então a ti cheios de amor!
E o fingido lameiro, a soluçar,
Afogava o arado e o lavrador!
Mar!
Enganosa sereia rouca e triste!
Foste tu quem nos veio namorar,
E foste tu depois que nos traíste!
Mar!
E quando terá fim o sofrimento!
E quando deixará de nos tentar
 O teu encantamento!

Miguel Torga,

sexta-feira, 6 de julho de 2012



Eu quero o mapa das nuvens e um barco bem vagaroso.
Mario Quintana

Atargatis



Atargatis é a deusa síria do céu, do mar, da chuva e da vegetação.
Era uma deusa poderosa com atributos complexos. Como deusa celeste, surgia cercada de águias, viajando sobre as nuvens. Como regente do mar, uma deusa serpente ou peixe. E ainda, a deusa fertilizadora da chuva, com a água vindo das nuvens e das estrelas.
Conta uma lenda antiga que Atargatis desceu do céu como um ovo, do qual surgiu uma linda deusa sereia. E por ser considerada como Mãe dos Peixes, os sírios se recusavam a comer peixes ou pombos, que eram considerados animais sagrados.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Caballitos de mar



O teu silêncio é ave noturna
- Pupila que de remotas torres vigia.
Do filhote, já os trêmulos augúrios;
Do consorte, a fome de rapina.

Tem algo abissal, o teu silêncio
- Pérola onde toda luz ensaia.
Dos cavalos do mar, o galope náutico
E as líquidas crinas;
Das dorsais oceânicas, a geometria do assombro,
O sólido, frontal encanto.

Ato litúrgico, iluminuras, litanias
- o teu silêncio é ainda espargido incenso
( cinza imemorial e odora)
nave dos silêncios góticos que ergui.

(Melhor te amariam os olhos
que distraídos de mim te vissem.)

F. Campanella