domingo, 3 de março de 2013

Brisa marinha




 



A carne é triste, sim, e eu li todos os livros.
Fugir! Fugir! Sinto que os pássaros são livres,
Ébrios de se entregar à espuma e aos céus imensos.
Nada, nem os jardins dentro do olhar suspensos,
Impede o coração de submergir no mar
Ó noites! nem a luz deserta a iluminar
Este papel vazio com seu branco anseio,
Nem a jovem mulher que preme o filho ao seio.
Eu partirei! Vapor a balouçar nas vagas,
Ergue a âncora em prol das mais estranhas plagas!

Um Tédio, desolado por cruéis silêncios,
Ainda crê no derradeiro adeus dos lenços!
E é possível que os mastros, entre ondas más,
Rompam-se ao vento sobre os náufragos, sem mastros,

 sem mastros, nem ilhas férteis a vogar...
Mas, ó meu peito, ouve a canção que vem do mar!


Stéphane Mallarmé

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013




Estrelas: dizem que são navios longínquos, no alto mar da noite...
Marcelo Soriano

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013



chuva na praia
o céu beija o mar
- gaivota espera


Zezé Pina


sábado, 16 de fevereiro de 2013




Sintonizou o amor num radinho de pilha... E colou-o ao ouvido como se fosse uma concha de ouvir a poesia do mar...
Marcelo Soriano



A primeira vez que senti, de fato, o delírio do mundo, foi quando pisei no vestido de ondas da beira do mar.
Marcelo Soriano




A poesia é o correr pela praia. O poema são as pegadas na areia. O poeta é um corpo intangível e coletivo, semelhante ao vento na beira-mar.
Marcelo Soriano



Pequenas lembranças que recolhemos e guardamos nesta vida são como búzios perfeitos trazidos pela água do mar.
Marcelo Soriano

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013




Aos olhos do peixe vermelho, as pessoas iam e vinham, mergulhadas na prisão de paredes transparentes, do lado de fora do aquário.

Marcelo Soriano