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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A sereiazinha












A verdadeira estória da sereiazinha é diferente da contada pela Disney. A estória que Hans Christian Andersen criou é a estória de uma sereia que sonhava em ter pernas. Suas irmãs a alertavam que isso lhes seria fatal, pois estaria terminantemente proibida de falar. Caso falasse,ela e todas as outras virariam espuma do mar.

Passou-se o tempo e ocorreu um naufrágio. O príncipe por quem a sereiazinha suspirava, se afogava em suas águas e ela, lutando contra o mar tempestuoso, o salvou. Colocou-o na praia e voltou para o mar. Pediu então ela, ao deus Netuno, que lhe concedesse o desejo de se tornar uma mulher , garantindo-lhe o silêncio eterno em troca. E o desejo lhe foi concedido.

O príncipe sem nada saber conheceu-a num passeio pela praia. E, por ela ser tão bela e silenciosa, isso lhe agradou e ele a levou para o castelo.

Passaram-se alguns meses e os preparativos do casamento do príncipe se iniciaram. A sereiazinha estava extremamente feliz em sua companhia, quando ele lhe conta que irá se casar com a princesa do reino ao lado, sem mesmo amá-la mas, pelo fato dela ter lhe salvo a vida num naufrágio. A sereiazinha desesperou-se e queria lhe dizer que tinha sido ela a sua salvadora e como ele não a compreeu, ela lhe gritou a verdade. Neste instante, ela e todas as sereias do mar se transformaram em espuma do mar.

domingo, 10 de janeiro de 2010

A Sereia





















Um velho marinheiro estava muito triste, sentado perto de um grande rochedo, aonde as ondas do mar vinham bater com toda força fazendo um enorme barulho e deixando um lençol branco de espuma.

Olhando toda aquela beleza pensava como era feliz quando mais jovem e cheio de energia ia para o mar navegar. Sempre tinha em mente que algum dia encontraria uma sereia. Mas havia passado uma grande parte de sua vida, dedicado ao mar e nunca tinha ouvido o canto da sereia.

Os marinheiros contavam histórias de sereias e de como elas eram bonitas.

___Como gostaria que acontecesse alguma coisa em minha vida, para que pudesse realizar o meu grande sonho.

Olhou firme para o mar batendo nas pedras e gritou bem alto:

____Sereia desse imenso mar azul, realize o meu sonho, apareça e cante para mim.

Houve um grande silêncio, até as ondas não estouraram nos rochedos, Os pássaros voaram para longe. Era como se o tempo tivesse parado.

Ao longe começou a ouvir um som agudo e depois esse som se tornou melodioso.

O marinheiro colocando as mãos na boca, espantado falou bem baixo: __Não, não é verdade! Não pode ser! Acho que é o canto da sereia!

Então da água, começou a emergir os mais belos cabelos longos e um lindo rosto de mulher, como ele nunca tinha visto, olhava e acenava as mãos.

O pescador olhou e disse:

___É uma mulher que está mergulhando próximo do rochedo, é muito perigoso! Que pena, bem que poderia ser uma sereia!

Ele gritou:

___Moça, saia de perto das pedras, a maré vai subir e você vai se machucar.

Ela sorriu.

___Você não me chamou? Eu estou aqui! Estou sempre perto de você, mas você está sempre tão ocupado não me notava.

O pescador levou um grande susto, quando aquele ser mitológico metade mulher, metade peixe foi saindo da água sentando em uma pedra, sorriu batendo a cauda na água provocando espumas para todos os lados.

A sereia percebeu lágrimas nos olhos do pescador que mais pareciam pérolas e ficou penalizada. Pensou, pensou e disse:

___Pescador, vamos fazer um trato? Não gosto de ver um homem do mar triste, enquanto você viver, eu ficarei aqui nos rochedos para que possa conversar comigo quando quiser.

Ele não podia acreditar no que ouvia e via.E acenou com a mão num sinal de positivo.

Rumou para casa acenando para a sereia e ela respondia com seu canto maravilhoso e no seu nadar sedutor, dizendo:

___Eu voltarei, até mais amigo!

Neuza Razza

A Pequena Sereia


















Ariel era uma jovem sereia, filha do rei Tritão. Gostava muito de
nadar na superfície do mar, e ficar espiando a maneira de como viviam os
humanos.
Um dia, ela encontrou um navio que afundava, e salvou um de seus
tripulantes. Ela o levou até a praia, e passou a noite cuidando do
príncipe desmaiado.
Pela manhã, quando o príncipe Eric acordou, Ariel já havia ido
embora, e ele só conseguia lembrar da linda voz de sua salvadora.
Os dois se apaixonaram, embora o príncipe não se lembrasse do rosto
de Ariel. Ela decidiu que queria casar com Eric, e foi conversar com seu
pai:
– Minha filha, você é uma sereia, e não pode amar um humano. Os
humanos tem pernas, e nós temos cauda, portanto você não conseguiria
sobreviver fora do mar.
Muito triste, ela foi procurar a Bruxa dos Mares, e pediu que seu
rabo fosse transformado em pernas. A bruxa pediu em troca sua linda voz.
Ariel concordou com a troca. A bruxa ainda disse que ela teria um
mês para conquistar o príncipe, caso contrário, viraria escrava dos
mares.
A Pequena Sereia, tomou uma poção mágica, e depois desmaiou. Quando
acordou estava em uma linda praia, com o Eric ao seu lado.
Eles se tornaram amigos, e o príncipe levou Ariel para morar no seu
castelo. Ele contou a ela que estava apaixonado por uma moça, mas apenas
se lembrava da linda voz que ouvira.
Como Ariel estava muda, não conseguiu falar de seu amor por ele. O
tempo estava passando e a cada dia Eric se encantava mais com a bondade
de Ariel.
A bruxa percebendo isso, resolveu, que estava na hora de interferir.
Ela se transformou em uma linda moça, e foi procurar o príncipe.
Ela carregava a voz de Ariel em um medalhão pendurado no pescoço.
Quando escutou aquela linda voz, Eric achou que havia encontrado a moça
que o salvara.
Encantado com o acontecimento, foi marcado o casamento. Este seria
realizado no navio do príncipe Eric.
No sair do casamento, por acidente, o medalhão caiu no chão e se
quebrou.
Imediatamente a bruxa voltou a sua antiga forma, e Ariel recuperou
sua voz.
O príncipe percebeu que estava sendo enganado, e expulsou a bruxa do
navio. Ele ficou muito feliz porque descobriu que a sua salvadora era
Ariel.
Os dois se casaram, e o pai de Ariel a transformou em humana para
sempre. Ariel e o príncipe Eric foram muito felizes.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

História das sereias


























Numa noite calma de primavera ou outono, o marinheiro deixa deslizar docemente seu barco perto das margens semeadas de rochedos e ouve ao longe, no marulho das ondas, o gorjeio de uma ave. Esse gorjeio, entrecortado por gritos estridentes e zombeteiros, ganha os ares e passa invisível com um estranho síbilo de asas, por cima da cabeça do marinheiro atento, dando-lhe a impressão de um concerto de vozes humanas. A sua imaginação lhe representa grupo de mulheres que se divertem e tentam desviá-lo de seu rumo. Ele acaba se aproximando mais para identificar a voz e sua embarcação se quebrará nos rochedos. Esta é sem duvida, a origem de todas as fábulas das Sereias. Mas devemos agradecer a estes poetas que criaram esta lenda tão maravilhosa. As sereias na época de homero eram 3 irmãs, filhas do deus Aqueló e da musa Calíope. Lígia toca flauta, Parténope lira e Leucósia lê textos e cantos. Seus nomes gregos evocam as idéias de candura, de brancura e de harmonia. Outros dão-lhes os nomes de Aglaofone, Telxieme e Pisinoe, denominações que exprimem a doçura da sua voz e o encanto de suas palavras. Conta-se que elas eram ex-companheiras de Perséfone, filha de Deméter, que foi raptada por Plutão(Hades), Senhor dos Infernos. Segundo a lenda, as sereias devem sua aparência a Deméter, que as castigou por terem sido negligentes ao cuidarem de sua filha. Ovídio, ao contrário, diz que as Sereias, desoladas com o rapto de Perséfone, pediram aos deuses que lhes dessem asas para que fossem procurar a sua jovem companheira por toda a Terra. Habitavam rochedos escarpados sobre as margens do mar, entre a ilha de Capri e a costa de Itália. O oráculo predissera às Sereias que elas viveriam tanto tempo quanto pudessem deter os navegantes à sua passagem, mas desde que um só passasse sem para sempre ficar preso ao encanto de suas vozes e das suas palavras, elas morreriam. Por isso essas feiticeiras, sempre em vigília, não deixavam de deter pela sua harmonia todos os que chegavam perto delas e que cometiam a imprudência de escutar os seus cantos. Elas tão bem os encantavam e os seduziam que eles não pensavam mais no seu país, na sua família, em si mesmos. Esqueciam de beber e de comer e morriam por falta de alimento. A costa vizinha estava toda branca de ossos daqueles que assim haviam perecido. Entretanto, quando os Argonautas passaram nas suas paragens, elas fizeram vãos esforços para atraí-los. Orfeu, que estava embarcado no navio, tomou sua lira e as encantou a tal ponto que elas emudeceram e atiraram os instrumentos ao mar.Ulisses, obrigado a passar com seu navio adiante das Sereias, mas advertido por Circe, tapou suas orelhas e de todos os seus companheiros e se fez amarrar os pés e as mãos ao mastro principal. Além disso, proibiu que de lá o tirassem se, por acaso, ouvindo o canto das Sereias, ele exprimisse o desejo de sair. Não foram inúteis essas precauções. Ulisses, mal ouviu as doces vozes e as promessas sedutoras das Sereias, deu ordem para que seus marinheiros o soltassem, o que felizmente eles não fizeram. Pausânias conta ainda uma fábula sobre as Sereias:"as filhas de Aqueló, diz ele encorajadas por Juno, pretendiam a glória de cantar melhor do que as Musas, e ousaram fazer-lhes um desafio, mas as Musas, tendo-as vencido, arrancaram-lhe as penas das asas e com elas fizeram coroas." Com efeito, existem antigos monumentos que representam as Musas com uma pena na cabeça. Apesar de temíveis ou perigosas, as Sereias não deixaram de participar das honras divinas e tinham um templo perto de Sorrento.

Bibliografia consultada: As mais belas histórias da Mitologia - Sérgio D. T. Macedo

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Um hobbie




















Arturo (óleo sobre tela) Nana Pereira


Sinto-me uma pessoa privilegiada por ter um dos hobbies mais fascinantes e inteligentes do mundo.
No aquarismo você acaba aprendendo um pouco de física, química, biologia, ecologia e também geologia e geografia, e tudo isso com muita simplicidade.
Além disso, peixes são os melhores animais de estimação para quem tem pouco tempo disponível e tem pouco espaço em casa, pois, peixes não fazem xixi no tapete, não soltam pelos, não têm cheiro, não precisam ir ao veterinário periodicamente, não deprimem se você viaja por muito tempo, não roem sofá, chinelos nem derrubam as roupas do varal.
Ter peixes em casa é uma terapia. Ou melhor, ajuda na terapia nossa de cada dia.
Basta parar e observar os movimentos tranqüilos dos peixes para ser preenchida por uma sensação gostosa de tranqüilidade.
Particularmente, adoro os Kinguios. Eles são peixes muito dóceis, vivem muito bem entre eles.
Não concordo com uma antiga crença de que peixe em aquário dá azar, os aquários, com água sempre em movimento e com peixes, estão associados à prosperidade e riqueza.
Gosto de dar nomes aos peixinhos.Se pudesse faria um crachá para cada um, assim ficaria mais fácil identificá-los.
Ah se eu fosse um peixinho e soubesse nadar,
Viveria num aquário, feliz a sonhar.

By Nana Pereira

Peixinhos, peixinhos!

No mar, tem peixes GRANDES e peixes pequenininhos, pequenininhos, pequenininhos... Tem peixes REDONDOS, e outros que são FINOS e COMPRIDOS, muito COMPRIIIDOS... ou muito curtos. Tem peixes-menina e peixes-menino... Tem brancos, pretos e coloridos!



Tem peixes que adoram um beijinho, e outros que são fãs de um quebra-quebra. Tem aqueles muito elegantes e outros totalmente descabelados...



Cada peixe engraçado que encontramos no mar! Eles são muito diferentes mas, felizes por estarem juntos, fazem a festa no oceano.

Claudia Bielinsky



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A escolinha do mar






















A escola de dona Ostra fica lá no fundo do mar.
Nesta escola, as aulas são muito diferentes.
O Dr. Camarão, por exemplo, dá aulas aos peixinhos menores:
- Um peixe inteligente presta atenção àquilo que come. Não come minhoca com anzol dentro. Nunca!
O peixe elétrico ensina a fazer foguetes:
- Quando nosso foguete ficar pronto, vamos à terra.
Os homens não vão a Lua?
E o maestro Villa-Peixes ensina aos alunos lindas canções:
“Como pode o peixe vivo
Viver fora d’ água fria…”
Os alunos desta escola não são apenas peixes.
Há, por exemplo, Estela, a pequena estrela-do-mar, tão graciosa, que é a primeira aluna da aula de balé.
Há Lulita, a pequena lula, que é a primeira em caligrafia porque já tem, dentro dela, pena e tinta.
E há o siri-patola, que só sabe andar de lado e por isso nunca acompanha a aula de ginástica.
Mas nem todos os alunos são bem-comportados.
Quando o Dr. Camarão se distrai, escrevendo na concha, Peixoto, o peixinho vermelho, solta bolhas tão engraçadas que os outros riem, riem.
O Dr. Camarão se queixa:
- Estes meninos estão ficando muito marotos, fazem estripulias nas minhas barbas!
No fim do ano, Dona Ostra, que é uma professora muito moderna, leva seus alunos para uma excursão pelo fundo do mar.
Naquele ano, os preparativos para a excursão foram animadíssimos.
Vocês sabem, o melhor da festa é esperar por ela.
Um grande ônibus foi contratado para levar os alunos e professores.
Ônibus marítimo, é claro, puxado por cavalos-marinhos.
No dia da partida, todas as mamães foram despedir-se dos filhinhos e todas faziam muitas recomendações:
- Veja lá, hein? Não vá chegar à beira do ar, e cuidado com as gaivotas!
- Meu filho, não chegue perto do peixe-elétrico quando ele estiver ligado. É muito perigoso!
- Adeus, adeus, boa viagem, aproveitem bem!
E eles aproveitaram mesmo.
Que beleza é o fundo do mar!
E como aprenderam!
- Veja, dona Ostra, que peixão tão grande, dando de mamar ao peixinho!
- Aquilo não é peixe, não, é uma baleia. As baleias são de outra família. Aparentadas com o homem. Por isso dão de mamar aos filhotes.
E aprenderam muitas outras coisas.
Viram os peixes-voadores, que davam grandes mergulhos no ar; viram os golfinhos, que são parentes das baleias, inteligentíssimos.
E os tubarões, muito emproados, que andam sempre com seus ajudantes, os peixes-pilotos.
O mais emproados de todos é o Barão Tubarão.
Mora num grande castelo de madrepérola, com seu filho, o Tubaronete.
Naquela noite, acamparam perto do castelo do Barão.
Todos ajudaram a armar o acampamento e, quando tudo ficou pronto, juntaram-se e começaram a cantar;
“Roda, roda, roda,
pé, pé, pé.
Caranguejo só é peixe
Na enchente da maré…”
Ouvindo aquela cantoria, o Tubaronete veio espiar o que havia.
Ele era um peixe muito mal-educado, não ia á escola, nem nada, era um verdadeiro “play-peixe”.
Começou a caçoar de todos, a imitar o jeito de cada um, que é uma coisa muito feia.
Dona Ostra ficou aborrecida.
- Olhe aqui, menino, se você quiser, pode ficar, mas tem que se comportar direitinho, como os outros.
Tubaronete era mesmo muito mal-educado.
Avançou para dona Ostra, vermelhinho de raiva:
- Eu não preciso de vocês, seus peixes de água doce, seus peixes de lata!
E arrancou a pérola de dona Ostra e fugiu, espirrando água para todos os lados.
Dona Ostra se pôs a chorar:
- Ai, minha pérola! Como é que vou passar sem ela? Já estava tão acostumada…
- Ah, dona Ostra, não se aflija, não – disse Peixoto, que, apesar de pequenininho, era muito valente.
- Eu vou já ao castelo buscar a pérola. Se ele não devolver, falo com o pai dele!
Dona Ostra empalideceu:
- Ai, não vai não! Eu tenho tanto medo de tubarão, ainda mais de tubarão barão.
- Eu vou, sim. Se a gente ficar de braços cruzados, sua pérola não volta nunca mais.
Chegando ao palácio do Barão, Peixoto bateu as barbatanas com toda a força:
PLAC, PLAC, PLAC!
Veio atender ao portão uma senhora enguia, de uniforme preto e touquinha branca na cabeça.
- Boa noite, dona Cobra, diga ao Tubaronete que aqui está o Peixoto, que quer falar com ele sem demora – disse o peixinho.
- Cobra, não! Dobre a língua, ouviu? Meus patrões não têm tempo a perder com senhores Peixotos…
E foi entrando, sem querer escutar o que Peixoto estava dizendo.
Mas Peixoto não desanimou.
Rodeou a casa até que encontrou uma janela meio aberta e foi entrando, mesmo sem convite.
Lá estavam o Barão e o Tubaronete jantando.
Peixoto, com o coração batendo muito, adiantou-se:
- Desculpe, seu Barão, eu ir entrando assim, mas tenho umas contas a ajustar aqui com o seu filho. Cadê a pérola de dona Ostra? Devolva já, já!
Tubaronete até engasgou de susto:
- Eu ia devolver, eu ia, sim! Tome a pérola, eu estava brincando…
O Barão Tubarão levantou-se, furioso:
- De que é que vocês estão falando? Pelo que vejo, o senhor meu filho já aprontou mais uma das suas! É a vergonha da família Tubarão!
Vou-lhe aplicar um castigo tremendo!
Peixoto ficou com pena de Tubaronete:
- Olhe, seu Barão, eu acho que o Tubaronete é assim, por que ele não sabe nada. Por que é que ele não vai á escola como os outros peixes?
O Barão não disse nada, mas, no ano seguinte, Tubaronete foi o primeiro aluno que se matriculou na escola de dona Ostra.
Faz muito tempo que essa história se passou.
Tubaronete já não é mais aquele peixe sem educação que era naquele tempo.
Ele, agora, é aluno de dona Ostra, dos mais aplicados.
É ele quem apaga a concha para os professores, e é agora o melhor amigo do Peixoto.
Os dois combinaram que, quando se formarem, vão ser sócios.
Vão fundar uma grande agência de turismo, para fazerem sempre outras viagens pelo fundo do mar.


Ruth Rocha



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Velha história


























Era uma vez um homem que estava pescando. Até que apanhou um peixinho! Mas o peixinho era tão pequenino e inocente, e tinha um azulado tão indescritível nas escamas, que o homem ficou com pena. E retirou cuidadosamente o anzol e pincelou com iodo a garganta do coitado. Depois guardou-o no bolso traseiro das calças, para que o animalzinho sarasse no quente. E desde então ficaram inseparáveis. Aonde o homem ia, o peixinho o acompanhava, a trote, que nem um cachorrinho. Pelas calçadas. Pelos elevadores. Pelos cafés. Como era tocante vê-los no “171” – o homem, grave, de preto, com uma das mãos segurando a xícara de fumegante moca, com a outra lendo o jornal, com a outra fumando, com a outra cuidando do peixinho, enquanto este, silencioso e levemente melancólico, tomava laranjada por um canudinho especial.

Ora, um dia o homem e o peixinho passeavam à margem do rio onde o segundo dos dois fora pescado. E eis que os olhos do primeiro se encheram de lágrimas. E disse o home ao peixinho:

 “Não, não me assiste o direito de te guardar comigo. Por que roubar-te por mais tempo ao carinho do teu pai, da tua mãe, dos teus irmãozinhos, da tua tia solteira? Não, não e não! Volta para o seio da tua família. E viva eu cá na terra sempre triste!...”

Dito isto, verteu copioso pranto e, desviando o rosto, atirou o peixinho na água. E a água fez um redemoinho, que foi depois serenando, serenando... até que o peixinho morreu afogado.

Mario Quintana

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Simbologia e Curiosidades das pérolas














Refinamento, elegância, romantismo, riqueza e poder são idéias ligadas às pérolas ao longo dos séculos e nas mais diferentes civilizações.

Muitos registros escritos descrevem o apreço da humanidade pelas pérolas desde a antiguidade. Um dos mais famosos é o célebre banquete dado por Cleópatra a Marco Antônio, para convencer Roma de que o Egito tinha tradição e riqueza imbatível pela simples conquista militar. Durante o jantar que foi considerado o mais caro da história, Cleópatra esmagou duas grandes pérolas que usava como brinco, dissolveu-as numa taça de vinagre e as bebeu diante do impressionado general. O historiador e escritor romano Plínio estimou as pérolas em 60 milhões de sestércios (cerca de 9 milhões e 375 mil dólares atuais).

sábado, 22 de agosto de 2009

Estrelas do mar




















Um homem estava caminhando ao pôr do sol em uma praia deserta mexicana.
À medida que caminhava, começou a avistar outro homem a distância.
Ao se aproximar do nativo, notou que ele se inclinava, apanhando algo e atirando na água.
Repetidamente, continuava jogando coisas no mar.

Ao se aproximar ainda mais,
nosso amigo notou que o homem estava apanhando estrelas do mar que haviam sido
levadas para a praia e, uma de cada vez, as estava lançando de volta à água.

Nosso amigo ficou intrigado. Aproximou-se do homem e disse:

_ Boa tarde, amigo.
Estava tentando adivinhar o que você está fazendo.
_ Estou devolvendo estas estrelas do mar ao oceano.
Você sabe, a maré está baixa e todas as estrelas do mar foram trazidas para a praia.
Se eu não as lançar de volta ao mar, elas morrerão por falta de oxigênio.

_ Entendo respondeu o homem, mas deve haver milhares de estrelas do mar nesta praia.
Provavelmente você não será capaz de apanhar todas elas.
É que são muitas, simplesmente.
Você percebe que provavelmente isso está acontecendo em centenas de praias acima
e abaixo desta costa?
Vê que não fará diferença alguma?

O nativo sorriu, curvou-se, apanhou uma outra estrela do mar e,
ao arremessá-la de volta ao mar, replicou:
- Fez diferença para aquela.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

O pescador e os peixinhos







Quando o pescador puxou sua rede da água, ela veio repleta de peixes graúdos que ele espalhou pela areia. Os menores escaparam pelos buracos da rede e voltaram ao mar.
 Quem tem uma posição modesta escapa facilmente da rede em que caem os mais graúdos.
(Autor: Esopo)

terça-feira, 4 de novembro de 2008





















Conta uma antiga lenda que as pérolas nasceram do amor entre os raios prateados do luar e o orvalho da noite.

sábado, 12 de abril de 2008

Estrelas do Mar



















Um homem estava caminhando ao pôr do sol em uma praia deserta mexicana.
À medida que caminhava, começou a avistar outro homem a distância.
Ao se aproximar do nativo, notou que ele se inclinava, apanhando algo e atirando na água.
Repetidamente, continuava jogando coisas no mar.

Ao se aproximar ainda mais,
nosso amigo notou que o homem estava apanhando estrelas do mar que haviam sido
levadas para a praia e, uma de cada vez, as estava lançando de volta à água.

Nosso amigo ficou intrigado. Aproximou-se do homem e disse:

_ Boa tarde, amigo.
Estava tentando adivinhar o que você está fazendo.
_ Estou devolvendo estas estrelas do mar ao oceano.
Você sabe, a maré está baixa e todas as estrelas do mar foram trazidas para a praia.
Se eu não as lançar de volta ao mar, elas morrerão por falta de oxigênio.

_ Entendo respondeu o homem, mas deve haver milhares de estrelas do mar nesta praia.
Provavelmente você não será capaz de apanhar todas elas.
É que são muitas, simplesmente.
Você percebe que provavelmente isso está acontecendo em centenas de praias acima
e abaixo desta costa?
Vê que não fará diferença alguma?

O nativo sorriu, curvou-se, apanhou uma outra estrela do mar e,
ao arremessá-la de volta ao mar, replicou:
- Fez diferença para aquela.